terça-feira, 9 de agosto de 2011

Maquiagem (?)

Aaah, finalmente de volta (não por muito tempo)! Esse vestibular acabando com a vida dos jovens... Fazer o quê? Agora tenho pouquíssimo tempo para perder, é reta final, minha gente! Começa a torcida para eu conseguir entrar na UFRJ, porque ela é meu xodó.
Enfim, eu resolvi falar de maquiagem nesse post! Não sei bem por que, já que eu estava falando muito de livros, filmes... cultura! Mas eu vi um vídeo de uma maquiadora muito engraçada! Vale à pena ver mais pelo vídeo do que pelo tutorial. Aliás, numa entrevista que ela deu, ela disse que o vídeo em si nem é tão bom no quesito tutorial, vai um pouco além. É uma maneira que ela encontrou para entrar mais em contato com o público dela. Parece que ela tem uma espécie de estúdio em São Paulo, que funciona como estúdio fotográfico e como salão de beleza mesmo. Ela é maquiadora desde os 15 anos e fez Moda, complementando depois com Fotografia. Então ela é basicamente uma profissional multi-tarefa: maquiadora, fotógrafa, cabeleireira, consultora de moda e por aí vai... Confere aí um vídeo da loshooósa Paola Gavazzi!


Ela também tem um blog, super recomendado: http://www.truquesdemaquiagem.com.br/
Mas falando de maquiagem mesmo... Encontrei vlogueiras muito boas espalhadas pelo YouTube! Eu gosto especialmente do pessoal que faz umas maquiagens mais doidas, meio artísticas, porque é o que mais me interessa nesse tipo de assunto. Maquiagem de teatro é muito legal e vai por esses caminhos. Por exemplo, essa moça aqui ensina umas coisas bem diferentes, que eu gostei:

Maquiagem inspirada na drag queen Nina Flowers.
Também tem uma grande porcentagem da galera que ensina a se maquiar explicando as maquiagens dos famosos. Pior que fica muito parecido mesmo! No vídeo aí debaixo, é ensinada a maquiagem inspirada na cantora inglesa Jessie J e o resultado final fica muito próximo do real. Duas mulheres, Nick e Sam, revezam no canal, postando muitos tutoriais e também escrevem num blog ÓTIMO (porém, em inglês)! O bom de todos os tutoriais de maquiagem é que, mesmo se você não entende muito bem inglês, é possível acompanhar o processo - com um pouco de falhas, obviamente, e falta de informação... De qualquer forma, melhor do que nada! Dá uma olhada:


Já Michelle Phan, asiática como eu (rs), é bem mais didática em seus vídeos... Explica muito bem e a qualidade do som, até mesmo seu cuidado em falar "direito" - sem enrolar muito ou falar com pressa demais -, contribuem para um excelente tutorial. Ela também tem um blog, mas é mais chegado a um site, com direito a parte de fórum e possibilidade de cadastramento: http://www.michellephan.com/

Achei a coisa mais fofa desse vídeo, ela ensinando a maquiagem da Mulan!

Um último vídeo que eu achei interessante para as meninas é um tutorial de como passar delineador, que é um verdadeiro pesadelo nas primeiras tentativas. Eu gosto bastante do lápis preto mesmo, ele me dá uma segurança maior do que o uso de tinta. Só que o efeito é bem diferente e o delineador costuma deixar um contorno bem mais "certinho", ao contrário de muito lápis que depois de meia hora já começa a "esfumaçar". Depois desse tutorial, eu fiquei com mais ânimo para usar o delineador (não que eu use muita maquiagem geralmente, mas sabe como é, para ocasiões especiais...). Confere:


E aí, alguém tem mais dicas?

sábado, 2 de julho de 2011

Sobre a viadagem da UFRJ e outras idiotices

Acho que foi um desespero e indignação geral. Não tem um vestibulando que tenha realmente gostado das modificações acerca do processo de entrada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mais conhecida como FDP que resolveu de última hora apenas aceitar o ENEM.

E, claro, quem sofre é o estudante. Chega até ser meio cômico conversar isso com os adultos – pelos menos com aqueles que não sabem nem como é uma provinha pra entrar na faculdade. “Ah, mas isso é bom, não é? Não é tudo múltipla escolha?” Aham. E aí? É melhor porque é múltipla escolha, só por isso? É uma grande bosta que seja múltipla escolha. O ENEM nunca que vai avaliar por inteiro o conhecimento do aluno. Ele vai provar se ele sabe ou não fazer prova. Aliás, vamos lembrar como é o esquema... 180 questões, 90 em cada dia. Dois dias seguidos. No primeiro, quatro horas de prova. No segundo, são cinco, por conta da redação. E ainda vem me dizer que isso vai avaliar a qualidade do ensino? Tá, senta lá, Cláudia.

Além disso, ainda tem o problema dos pontos. Aparentemente, para tentar driblar o chute, cada opção tem um valor diferente. Ou será que a cada duas questões muito fáceis que o candidato erra, uma difícil é anulada? Nem eu mesma sei. E tenho certeza que muita gente também não sabe. Para pedir revisão da redação, é preciso entrar na Justiça. É, ENEM, cada dia melhor, né? O reitor da UFRJ deve ter fumado, só pode.

Ruim para o aluno, pior para a instituição... Já deu pra notar que muita gente vai conseguir pontos para ingressar em Medicina e nem metade dos candidatos terão condições de prosseguir o curso. Por quê? Falta de preparo, claro. O governo afirma que é uma decisão para “democratizar” mais a entrada nas universidades públicas, mas e a qualidade de ensino fundamental e médio? Muito fácil mudar o vestibular e continuar com a mesma merda que é a rede de escolas públicas. Medida imediatista que prejudica todo mundo e ninguém pode fazer nada. Porque, óbvio, passeata só faz cosquinha na imprensa. No governo, dá pra dar umas risadas e só.

Palmas para a decisão. É com orgulho que olhamos para o progresso da educação no Brasil: empurrando com a barriga se chega longe. Obrigada a todos pelo aumento no número das cotas e na confusão que vai ser nos próximos anos. Vagas remanescentes que não poderão ser preenchidas.

Parabéns, Política, mais uma vez estragando a vida da gente.

terça-feira, 15 de março de 2011

O Mundo Mágico de Escher

Sem dúvida, muitos artistas – contemporâneos ou não – não somente tiveram sua inspiração baseada em uma paisagem, visão ou objeto qualquer como também formularam conceitos para seus próprios trabalhos. A técnica utilizada por qualquer artista também deve ser levada em consideração, já que o resultado final dependerá de como o trabalho é feito, podendo completar a idéia daquele que o fez. Escher é um dos artistas que mescla inspiração, conceito e técnica numa visão de mundo que transparecem em suas polêmicas gravuras.

Maurits Cornelis Escher era holandês, embora tenha passado a maior parte de sua vida fora do país. Suas gravuras misturam o real com o imaginário, beirando o impossível. São imagens que impressionam pelo perfeccionismo e pelas ilusões que nos proporcionam. Escher utilizou muito da matemática, principalmente da geometria para confeccionar desenhos e rascunhos de vários trabalhos. Não é à toa que disse uma vez ter mais afinidade com matemáticos do que com outros colegas artistas.

Assim, é fácil estabelecer uma relação com o filósofo Pitágoras, muito conhecido pelo famoso Teorema de Pitágoras, aplicado principalmente na matemática. O filósofo desenvolveu a doutrina na qual o elemento básico que explica a harmonia do cosmo é o número (cosmo, no caso, a ordem da natureza, do mundo, do universo...). Escher baseou todo o seu mundo artístico em formas geométricas, como círculos, quadrados, triângulos, etc. Gravuras que davam a impressão de infinito tinham base em proporções matemáticas e, conseqüentemente, numéricas. Talvez a perfeição com que eram confeccionados seus trabalhos fez dele um artista mais bem sucedido, já que o real foi muito bem construído (através de uma ótima técnica) e desconstruído (através de ilusões) na medida em que levam todos aqueles que apreciam suas gravuras a entrar num mundo complexo, imaginário e impossível. Não por acaso, a história de “Alice no país das Maravilhas” assemelha-se ao conjunto de obras de Escher.

A abordagem do “infinito” ou de “ciclos” feitas pelo artista em trabalhos em que a imagem parece não ter fim, assim como o uso de círculos e esferas – figuras geométricas que não possuem um começo ou ponto de partida – relaciona-se diretamente com a matemática. A quantidade de números, formas e relações disponíveis na ciência do raciocínio lógico e abstrato levam ao mesmo conceito do ilimitado. Se completa aqui também a idéia de misturar na mesma folha de papel figuras bidimensionais e tridimensionais, uma maneira de brincar com o real e o irreal.

Para Escher, tudo é possível.


Depois de ir à exposição que está agora no CCBB, tive que fazer esse texto para a aula de filosofia... Achei pseudo-interessante o resultado. Para os cariocas que ainda não foram: vocês não irão se arrepender!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Perfume - Patrick Süskind


Depois de muito tempo sem postar e depois de muitas semanas lendo “Perfume – História de um Assassino”, eu finalmente consegui tempo (e saco) para acabar o livro!
Não me levem a mal, o livro é fantástico! Na verdade, um dos melhores livros-que-viraram-filme que eu já li. Tudo bem que eu não me lembro como era realmente a versão cinematográfica – estou só considerando o romance mesmo. De qualquer forma, vamos à sinopse.
Jean-Baptiste Grenouille é o nome do personagem principal, um parisiense que nasceu em 17 de julho de 1738. Como se pode concluir, a história se passa no século XVIII, e conta a trajetória do garoto solitário, feio, rejeitado, porém talentoso desde seu nascimento até sua morte. Grenouille tem o dom de poder sentir cheiros mil vezes melhor que qualquer ser humano na face da Terra. O enredo, que gira em torno disso, é bem simples: sobre como um ser pode se tornar um assassino em série em função da sua louca obsessão.

Eu comprei esse livro num sebo, no mesmo dia que eu achei Um Grande Garoto (que também deu origem ao filme de mesmo nome, para ver sinopse, clica AQUI). Para ser sincera, nem sabia que o filme era baseado num livro, então aquilo me deu uma vontade a mais de levar pra casa. Só que aí eu lembrei como a atmosfera do filme era literalmente nojenta, escura, fria, meio tenebrosa... Nem por isso desisti da leitura. Ainda bem, porque Perfume pode ser tão nojento quanto o filme, mas toda a sua história é envolvente e interessante.
A primeira coisa que eu reparei logo no começo dos capítulos foi a descrição perfeita que o autor Patrick Süskind consegue dar ao ambiente. É claro que essa seria uma importante peça para a construção do livro com o olfato dividindo o “papel principal” da história. Como Grenouille tem um dom ligado a esse sentido humano, seria impossível sentir o que o autor quisesse propor ao leitor sem descrever minuciosamente, mas ainda assim sem ser exagerado demais.
O autor também escolheu a França, e logo Paris para o nascimento de Grenouille, mas não usufruiu da beleza ou glamour clássico que normalmente é retratado. Na verdade, Süskind mostra a parte suja da cidade, dando, assim, mais vida ao livro fictício.
Além do ambiente, o psicológico do personagem é muito elaborado, no sentido de que habita grande parte da história – já que Grenouille é basicamente o único e principal personagem. Particularmente, tenho mais gosto por romances com poucos personagens e Jean-Baptiste me conquistou completamente. É um personagem muito diferente de tudo o que eu já li, tem idéias paradoxais, tem sentimentos humanos, embora não se considere um. Sem contar, é claro, com seu dom incomum e conseqüente talento como perfumista.
Um grande livro, uma ótima história, um final incomum... Certamente um na lista dos 1001 livros para ler antes de morrer!

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