Direção: David Hollander
Título Original: Personal Effects
País de Origem: EUA / Alemanha
Gênero: Drama
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Elenco: Ashton Kutcher (Walter), Michelle Pfeiffer (Linda)
Ao contrário do que o trailer possa parecer, o filme merece grande atenção da mídia e de telespectadores do país inteiro. Talvez eu soe exagerada ao concluir que Estômago é um dos melhores filmes brasileiros produzidos na última década, senão o melhor, mas não pense que estou desmerecendo outras produções como Cidade de Deus ou Central do Brasil. Pelo contrário: é cada vez mais estimulante parar numa sala de cinema para assistir longas com o idioma original em português.
A história pouco comum sobre a trajetória de um cozinheiro que chega à cidade grande sem nem saber do seu grande talento com comida prende a atenção de qualquer um durante seus 112 minutos. O nome dele é Raimundo Nonato, um imigrante que tenta a sorte em Curitiba, local aonde, de primeira, só consegue um emprego de faxineiro num boteco qualquer. Lá, acaba mostrando seu talento com as coxinhas, que começam a atrair outros fregueses como a prostituta Ìria e o dono de restaurante Giovanni.
Giovanni o leva para trabalhar com ele e ensina sobre culinária fina, no seu estabelecimento italiano pomposo. Já Íria, o serve com outro tipo de atributo e acaba num caso amoroso tanto pelo cozinheiro quanto por sua comida.
É divertido acompanhar a história de Nonato como cozinheiro e também na prisão. As quase duas horas se passam intercalando os cenários: hora a cozinha limpa do restaurante de Giovanni, hora a cela que o rapaz divide com outros tantos companheiros. O motivo por estar preso só é revelado no final do filme, o que eu achei muito digno, porque foi um final extremamente irônico e que me satisfez como muito poucos filmes já fizeram.
Embora tenha sido lançado em 2007, não conheço muitas pessoas que assistiram ao maravilhoso filme de Marcos Jorge (pelo menos não é nada sobre favela ou sobre os riquinhos da Zona Sul do Rio). A próxima vez que passar por uma loja de DVDs me lembrarei de procurar por esse “must see” do cinema brasileiro.